AFINAL O QUE É FAKE NEWS?


Em meio de sua primeira entrevista como presidente eleito, Donald Trump começa a dizer não para vários jornalistas que pediam a oportunidade de fazer uma pergunta, um desses jornalistas indaga o motivo de não poder fazer sua pergunta forçando sua fala, ele aponta para o jornalista manda ele ficar quieto e diz que ele não poderia fazer a pergunta porque “You are the Fake News”, “você é notícia falsa”. E dai em diante a frase comum, principalmente em eleições, ganha um conceito próprio. 



Importante dizer que em coletivas de imprensa, sempre tem vários jornalistas presentes registrando informações e perguntas para criar sua matéria e para alguns poucos é dado a oportunidade de fazer uma pergunta direta, quem escolhe as pessoas que farão essa pergunta, ou é o próprio entrevistado, ou alguém mediando a coletiva.

Notícia falsa não é algo novo, sempre existiu e já teve outros nomes como impressa marrom, que veio da imprensa também americana, “yellow press”, vinda de uma disputa entre dois jornais que queriam publicar uma tirinha em quadrinhos, Yellow Boy, primeira tira em quadrinhos em jornais a ser publicada na história, durante essa disputa foram publicados calúnias sem nenhum escrúpulo, então a expressão se tornou popular para toda vez que a mídia impressa publicava informações sem nenhum critério, ou escrúpulo. O termo mudou de cor e ficou famoso no Brasil em 1959, quando o jornal Diário da Noite descobriu que a revista chamada Escândalo estava extorquindo pessoas com fotos comprometedoras. 

Independente do apelido popular, ou da origem desse apelido, informação falsa sempre existiu e sempre existirá. Essas informações são publicadas geralmente com intenções escondidas de denegrir a imagem de uma pessoa, empresa, nação, etc. Independente de critério, ou compromisso com investigação, verificação e intenção de se publicar o real. Seus textos são confusos, misturam verdade e mentira, realidade e ficção. E funcionam como uma fofoca. Mas como são registradas por meios que seriam considerados idôneos e verdadeiros, se transformam em desinformação, para te confundir e lhe induzir ao erro. 

Durante eleições, ou até mesmo quando vivemos períodos políticos muito importantes, que é o que vem acontecendo no momento, essas notícias falsas se intensificam, pois são dadas muitas vezes pelas pessoas que aparentam certa confiança, gente estudada, com relevância histórica, política, pessoas que assinam matérias e artigos em grandes veículos de informação. E esse tipo de desinformação sempre é publicada, não é exclusiva da internet nem apareceu nos meios eletrônicos, como hoje se tem a intenção de se fazer crer. O que diferencia nosso período histórico de outros é que hoje é mais fácil se vincular informação com roupagem de verdadeira do que antigamente, porque não é necessário se ter um equipamento, ou investimento específico para isso, o mesmo aparelho que você usará para se comunicar com sua família, passará para frente a desinformação. Porém ao mesmo tempo que é mais fácil se passar e produzir uma informação errada, é mais fácil descobrir que ela está errada. E o que vai torná-lo capaz de identificar uma informação falsa de uma verdadeira, sempre será seu próprio interesse em se aprimorar, estudar, conferir, desconfiar e comparar.

Por Alice Drake




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