QUEM SOMOS NÓS


 Movimento Cultural Panelense

Pierre Logan é advogado, licenciando em filosofia, bacharel em direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas e pós-graduando em Direito Processual Civil pela mesma instituição.  Também é membro do Seminário de Filosofia - Olavo de Carvalho. Decidiu juntar cidadãos que sentiram na pele os males provocados pela corrupção, pelo descaso com a coisa pública, pelo despotismo provinciano tão conhecido e, infelizmente, ignorado no país; sobretudo, no interior nordestino. Pessoas comuns que decidiram marchar na contramão da cultura local e capitanear o próprio destino.

O Movimento Cultural Panelense é a união de cidadãos para o efetivo exercício da cidadania e garantia dos direitos fundamentais, individuais, políticos e sociais. Buscamos o desenvolvimento pessoal e intelectual para que cada um possa exercer seu papel na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

DO MOVIMENTO

Assistimos durante muito tempo do banco dos espectadores a expulsão dos panelenses de sua terra natal pela falta de oportunidades profissionais, pelo atraso político e econômico. E no nosso entendimento, isso nada mais é que a exportação de mão de obra qualificada para desenvolver outras cidades e regiões.

Profissionais qualificados, artistas musicais, poetas, pensadores, juristas e historiadores foram perdidos, vilipendiados, aviltados ou escondidos pelos coronelistas e políticos, cujo único objetivo era se manter no poder e enriquecer às custas da população carente de cultura, educação, saúde e, sobretudo, representação.

Analisando com cuidado a conjuntura política e social da cidade, notamos que existia uma certa complacência silenciosa provocada pelo medo. Os artistas, professores, estudantes e intelectuais quando não eram comprados, eram silenciados pela opressão político/ideológica da cidade e que os ditos “oposicionistas” se pronunciavam meramente em ano de eleição.

Diante disso, decidimos, que deveríamos combater o descaso com a coisa pública, combater a corrupção, combater o sergianismo e a coisificação dos panelenses por parte da oposição. Decidimos provocar um levante no debate, mas para isso precisávamos provocar uma onda de coragem, anseio pela mudança, dedicação e luta. Precisávamos movimentar as pessoas para o exercício da cidadania por meios democráticos.

DO CULTURAL

Entendendo Cultura como o complexo que inclui o conhecimento artístico, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano, não somente em sua família, mas também por fazer parte de uma sociedade. Cultura vem de cultivar, portanto, os hábitos que cultivamos e transmitimos através das gerações.

O movimento é cultural porque nosso objetivo principal é provocar uma mudança, no sentido de modificação, da atual cultura do caudilhismo, da apoteose do alcoolismo, da bebedeira, do desrespeito, da deseducação, da falta de cultura cientifica e do empobrecimento das instituições públicas, como também do desprezo pela vida humana.

Importamos cultura de outras regiões, aceitamos todo tipo de produção cultural que vem de fora, ainda que de péssima qualidade, enquanto não consumimos nem exportamos culturalmente nada que, eventualmente, produzimos no município. Até mesmo os políticos que se elegem na cidade não evoluem e não se elegem para deputado, senador, governador; pelo contrário, se aposentam nela, e permanecem inertes como um câncer que mata vagarosamente a esperança do povo.

 Nosso objetivo é migrar dessa atual cultura nefasta para uma onde se valorize a alta cultura, se aprimore a democracia, se amplie o debate, a transparência e possibilite o amplo acesso ao conhecimento, ao mercado de trabalho e ao desenvolvimento social. Busca-se diminuir a banalização da vida atualmente provocada, principalmente, pelo alcoolismo, drogas ilegais, violência e politicagem. O movimento é para mudança da cultura que atualmente se mostra longe de nossas raízes e se apresenta, basicamente, como uma das formas de manutenção do poder dos coronéis e da dominação do povo.

DO PANELENSE

Sendo Panelenses e entendendo o município como uma terra de guerreiros, batizados com fogo e testados no calor da batalha da Guerra dos Cabanos. Sabendo que Panelas foi palco principal de muitas outras batalhas e conhecida documentalmente como o último reduto cabano. Decidimos que deveríamos resgatar, cuidar e medicar o espírito moribundo de outrora até que sua total recuperação. Ouvimos o conselho do sábio que dizia que para mudar o mundo precisávamos mudar primeiramente a nós, depois nossa casa e seguir caminho. A parte “panelense” do nosso nome demarca onde tudo começou, já que nós fomos nos mudando concomitantemente na medida em que tentamos mudar Panelas.

O Movimento Cultural Panelense foi idealizado em 2009 quando Pierre Logan, subiu no trio elétrico Paraguai com uma banda de rock alternativo, cantando músicas de protesto e em pleno festival do jerico gritou na frente de toda classe política da cidade: “Onde todo mundo pensa igual, é porque ninguém está pensando muito”. A banda nunca mais subiria num palco de um evento da prefeitura de Panelas, Pierre pediu demissão da biblioteca pública onde trabalhava, passou a tocar com a banda em eventos particulares e estudar filosofia. Não demorou muito para se mudar para São Paulo.

Já em uma das maiores metrópoles do planeta, em 2011, conversando com seu irmão Jotta Andrade durante um jogo de xadrez sobre o choque cultural que sofreram e o atraso dominante entre as três serras panelenses. Observando como a maioria dos panelense que moravam nas capitais eram bem-sucedidos, deduziram que o problema estava na cultura local e na dominação despótica de Panelas. Pierre passaria a estudar direito e Jotta história.

Fundaram a Revolução Cultural Panelense (primeira fase do movimento cultural), cujo objetivo era provocar uma ruptura abrupta no silencio que o medo provocava nas pessoas. Passaram a se utilizar dos meios que tinham para provocar o poder político para o debate, com críticas pesadas e denúncias graves.

Em meados de 2016, entendendo que a revolução fora feita, já que houve de fato uma ruptura abrupta na complacência silenciosa, pois depois dessas ações pessoas começaram a se insurgir, falar, postar críticas ao desgoverno nas mídias sociais, colaborar com informações para o movimento, coisa que em 2009 era impensável; a Revolução Cultural Panelense passou a se chamar Movimento Cultural Panelense. A lógica é que a revolução ocorre com há uma ruptura abrupta de um sistema, mas ela não se mantém continuadamente, caso contrário viveríamos em permanente anarquia. Já o Movimento é um caminho contínuo e eterno. Hoje o Movimento Cultural Panelense conta com centenas de membros e colaboração de dezenas de pessoas que apoiam a ideia.

O objetivo do Movimento Cultural Panelense é deixar os caminhos abertos para que a próxima geração possa tomar o lugar da atual e assumir o controle do contínuo crescimento e evolução da cidade.

Somos um Moimento porque estamos em constante mudança e evolução.
Queremos a mudança cultural para alcançarmos o desenvolvimento da cidade.
Somos panelenses!

“Lutem e lutem novamente até que cordeiros se tornem leões”

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